Katarina Feitoza endurece discurso e reage a ataques contra mulheres na política
Entrevista na Cultura FM
Dando sequência à rodada de entrevistas com os candidatos, o Inove Notícias conversou com a delegada Katarina Feitoza (PSD), candidata à reeleição para deputada federal.
Defesa da participação feminina
Durante a entrevista, Katarina destacou que uma de suas principais missões na política é ampliar a participação das mulheres nos espaços de poder. A parlamentar ressaltou os desafios enfrentados pelas mulheres, que, segundo ela, precisam conciliar vida profissional, maternidade, família e atuação política.
Críticas ao machismo
A deputada afirmou que a política ainda é marcada por uma estrutura machista e patriarcal, o que impõe obstáculos adicionais às mulheres que decidem disputar eleições e ocupar cargos públicos. Para ela, os ataques e tentativas de descredibilização fazem parte de um cenário que ainda busca afastar mulheres dos espaços de decisão.
Defesa de Érica Mitidieri
Katarina também manifestou solidariedade à secretária de Estado da Inclusão e primeira-dama de Sergipe, Érica Mitidieri, que, segundo a deputada, vem sendo alvo de ataques nas redes sociais. Ela criticou manifestações de intolerância religiosa direcionadas à primeira-dama após sua participação em atividades com pessoas de religiões de matriz africana.
Liberdade religiosa
A parlamentar defendeu o respeito à diversidade religiosa e afirmou que diferenças de fé, raça, gênero ou classe social não podem ser utilizadas como instrumento de ataque político. Para Katarina, o debate público precisa preservar o respeito e combater manifestações de preconceito.
Raquel Lyra também entra no discurso
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, correligionária de Katarina no PSD, também foi citada durante a entrevista. A deputada saiu em defesa da governadora, que disputa a reeleição, e afirmou que ataques pessoais estariam sendo utilizados diante da dificuldade de seus adversários em criticar sua atuação administrativa.
“Mexeu com uma, mexeu comigo”
Katarina revelou ainda que também vem enfrentando ataques nas redes sociais e classificou parte dessas manifestações como reflexo do machismo existente na política. Em tom de desafio, afirmou que não pretende recuar e garantiu que continuará defendendo as mulheres, independentemente de partido, religião, gênero ou classe social. O discurso terminou com uma mensagem de união feminina e resistência diante dos ataques políticos.
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Da caserna para a política
Em entrevista ao Inove Notícias, o candidato a deputado federal Coronel Mano (Avante) falou sobre sua trajetória na Polícia Militar e os motivos que o levaram a entrar na disputa eleitoral. Segundo ele, a decisão é resultado de mais de duas décadas de atuação na defesa dos profissionais da segurança pública.
Luta por melhores condições
Coronel Mano relembrou que começou a atuar na representação classista em 2000, quando ainda enfrentava uma realidade marcada por baixos salários e dificuldades nas condições de trabalho dos policiais militares e bombeiros. Ele destacou mobilizações que, segundo sua avaliação, contribuíram para avanços salariais e na carreira da categoria, incluindo o período em que Sergipe chegou a ter uma das melhores remunerações do país.
Conflitos e punições
Durante a entrevista, o candidato também expôs episódios de sua carreira marcados por conflitos com o comando da corporação e com governos. Ele relatou ter respondido a diversos procedimentos administrativos e mencionado duas condenações relacionadas a críticas feitas enquanto estava na ativa. Segundo Coronel Mano, essas situações contribuíram para sua decisão de buscar uma atuação política fora da estrutura militar.
Polícia Unida e a batalha pela periculosidade
Outro ponto destacado foi sua participação no movimento Polícia Unida e na luta pelo retorno do adicional de periculosidade. Coronel Mano questionou a forma como o benefício havia sido retirado dos profissionais de segurança pública e afirmou que a categoria tentou inicialmente negociar com o governo antes de buscar apoio político na oposição.
Candidatura como novo caminho
Para Coronel Mano, a disputa por uma vaga na Câmara Federal representa uma mudança de estratégia para continuar defendendo pautas relacionadas à segurança pública. O candidato afirmou que pretende levar para o Congresso a experiência acumulada em mais de duas décadas de atuação classista, defendendo melhores condições para os profissionais e políticas capazes de melhorar a prestação do serviço de segurança à população.
Críticas à polarização
A corrida presidencial ganhou um tom mais contundente durante a participação de Hertz Dias, candidato do PSTU à Presidência da República, no programa Inove Notícias. Durante a entrevista, o candidato fez duras críticas à extrema-direita, ao governo Lula, ao PT e ao atual sistema político brasileiro. Para Hertz, sua candidatura representa uma alternativa ao modelo que, em sua avaliação, levou o país a um processo de decadência política e econômica.
Reclamação sobre espaço na eleição
Logo no início da entrevista, Hertz Dias criticou a falta de espaço destinada às candidaturas de partidos menores nos meios de comunicação e nos debates eleitorais. O candidato afirmou que o processo eleitoral não oferece condições consideradas democráticas para que todas as forças políticas apresentem suas propostas ao eleitorado. Segundo ele, o PSTU vem sendo prejudicado pela ausência em programas, emissoras e debates, apesar de defender a importância de ampliar o espaço para diferentes projetos políticos.
Candidatura definida pelo PSTU
Questionado por Rozendo Aragão sobre a decisão de disputar a Presidência da República, Hertz Dias explicou que sua candidatura não partiu de uma decisão individual, mas de uma construção coletiva dentro do PSTU. O candidato afirmou que o partido considera que o Brasil vive o esgotamento do modelo político estabelecido após a Constituição de 1988. Entre os principais problemas apontados por Hertz estão a desindustrialização, os efeitos das políticas neoliberais e a perda de força da indústria brasileira diante do crescimento da produção e exportação de commodities.
Ataques à extrema-direita e ao governo Lula
Um dos momentos mais fortes da entrevista ocorreu quando Hertz Dias analisou a polarização política nacional. O candidato colocou a extrema-direita, representada pelo grupo ligado ao bolsonarismo, de um lado, e a frente ampla liderada por Luiz Inácio Lula da Silva, de outro. Para Hertz, a extrema-direita representa uma ameaça e carrega responsabilidades relacionadas às tentativas de ruptura institucional e à condução da pandemia. Ao mesmo tempo, ele criticou o governo Lula e afirmou que o campo político liderado pelo PT também não rompeu com interesses econômicos internacionais. O candidato ainda citou articulações envolvendo integrantes da família Bolsonaro e Donald Trump.
PT também é responsabilizado pela desindustrialização
Hertz Dias direcionou parte significativa das críticas ao Partido dos Trabalhadores. Na avaliação do candidato, os governos petistas também contribuíram para o processo de desindustrialização e para a transformação do Brasil em um grande exportador de matérias-primas. Para mudar esse cenário, o candidato defendeu uma política de reindustrialização baseada em tecnologia e inovação, com investimentos em inteligência artificial, semicondutores e digitalização da indústria. A proposta, segundo ele, seria modernizar o parque industrial brasileiro e reduzir a dependência econômica do país em relação ao mercado internacional.
Estatização e Petrobras no centro das propostas
Entre as principais propostas apresentadas por Hertz Dias está a estatização de setores considerados estratégicos para o desenvolvimento nacional, como petróleo, mineração e energia. O candidato defendeu que a Petrobras seja novamente 100% pública e estatal e que os recursos gerados pela empresa sejam direcionados para investimentos no desenvolvimento econômico e na modernização da indústria brasileira. A entrevista reforçou o discurso de ruptura do PSTU com os principais grupos políticos da disputa presidencial e apresentou Hertz Dias como uma alternativa à polarização entre bolsonarismo e lulismo.




