O candidato do PSDB ao Governo de Sergipe, Emanuel Cacho, afirmou nesta quinta-feira, 10, que decidiu entrar na disputa eleitoral para evitar o que classificou como um possível “WO” na corrida pelo Governo do Estado. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Inove Notícias, da Cultura FM, com Kleber Alves.
Ao explicar por que decidiu disputar o cargo, Cacho foi direto. “Eu gosto de desafio”. O candidato afirmou que nunca teve como objetivo construir uma carreira de político profissional, apesar de ter tido oportunidades anteriores para disputar uma vaga de deputado federal.
Segundo ele, a possibilidade de uma eleição sem uma disputa mais acirrada foi determinante para sua decisão. “Eu posso trabalhar para alguém perder. Naquele tempo eu pensava assim. Hoje não. Hoje eu quero ganhar e ir para o segundo turno”, afirmou.
Cacho também falou sobre sua relação com Valmir de Francisquinho. Os dois são amigos há cerca de 40 anos, e o candidato do PSDB lembrou que participou do lançamento da candidatura de Valmir ao Governo na eleição passada, chegando a atuar como primeiro coordenador da campanha.
Apesar da amizade, os dois não estarão juntos na disputa deste ano. Questionado sobre o motivo de não ter fechado uma aliança com Valmir, Cacho afirmou que chegou a participar de conversas para uma possível composição, mas não se sentiu convencido pelas propostas apresentadas. “Valmir é um amigo. Um amigo assim de que a gente convivia lá na praça de Itabaiana”, declarou.
O candidato também criticou a divulgação antecipada de uma possível composição política. Segundo Cacho, seu nome chegou a ser anunciado como parte de uma chapa antes que qualquer acordo estivesse definitivamente fechado. “Minha mulher não sabia, ninguém sabia”, afirmou.
Na avaliação de Cacho, o episódio revelou o que chamou de “arrogância de sempre dos políticos”, ao tratar como fechado um entendimento que ainda estava em negociação.
Durante a entrevista, Emanuel Cacho apresentou a segurança pública como uma das prioridades de sua eventual gestão. Com experiência como defensor público e ex-secretário de Justiça, ele defendeu uma mudança na estratégia de combate à criminalidade.
Para o candidato, o Estado precisa investir mais em prevenção e presença policial nas ruas. “A presença da polícia inibe o crime”, afirmou Cacho, ao defender um policiamento mais ostensivo e preventivo.
Ele também criticou a quantidade de viaturas que, segundo sua avaliação, estaria fora das ruas em determinados horários.
Cacho resgatou sua trajetória profissional para sustentar suas propostas para a segurança. Como defensor público no Tribunal do Júri, afirmou ter acompanhado milhares de processos e conhecido de perto diferentes realidades do sistema criminal. “Ali eu vi a essência do crime como você prendia pessoas culpadas e prendia pessoas que eram inocentes”, relatou.
O candidato também destacou sua passagem pela Secretaria de Justiça, período em que, segundo ele, foram desenvolvidas ações para combater fugas do sistema prisional e campanhas que resultaram na retirada de mais de 11 mil armas de circulação.
Ao longo da entrevista, Emanuel Cacho reforçou que pretende manter sua candidatura e se apresentar como uma alternativa aos principais grupos políticos de Sergipe. “Eu acho que a gente precisa humanizar mais a sociedade”, afirmou.
Com discurso voltado principalmente para segurança pública, prevenção da criminalidade e políticas sociais, Cacho disse que pretende transformar sua candidatura em uma disputa competitiva e buscar uma vaga no segundo turno das eleições para o Governo de Sergipe.




