O pronunciamento do vereador Lúcio Flávio feito na tribuna da Câmara Municipal de Aracaju (CMA) sobre a investigação que apura a apreensão de R$ 240 mil com um servidor municipal foi alvo de duras críticas no editorial da edição desta terça-feira, 30, do programa Inove Notícias, da Cultura FM, apresentado por Kleber Alves.
Durante o editorial, Kleber Alves afirmou que o parlamentar “perdeu a oportunidade de defender a prefeita” e avaliou que, ao minimizar o caso e questionar a condução da investigação, acabou colocando em dúvida o trabalho de inteligência desenvolvido pela Polícia Civil. “Quando a Polícia Civil realiza uma operação dessa magnitude, não é por achismo. Existe investigação, inteligência e elementos que fundamentam as medidas adotadas. É uma das polícias mais respeitadas do Brasil”, afirmou o apresentador.
Kleber também sustentou que o foco da discussão não deveria ser o ramo de atuação da empresa citada no caso, mas sim a origem dos R$ 240 mil apreendidos. Segundo ele, a principal dúvida permanece sem resposta. “A questão não é qual serviço a empresa presta. A pergunta é simples: de onde vieram os R$ 240 mil? Se havia uma negociação imobiliária, essa informação poderia ter sido apresentada às autoridades no momento da abordagem”, declarou.
O radialista ainda defendeu a importância da atuação da imprensa e criticou tentativas de desqualificar investigações em andamento. “O papel do jornalismo é questionar e buscar respostas. Da mesma forma, cabe à Polícia Civil investigar os fatos. Quem deve esclarecer a origem do dinheiro é a investigação, não discursos políticos”, disse.
Durante o editorial, Kleber Alves também afirmou que a prefeita adotou a providência administrativa esperada ao afastar o servidor investigado, ressaltando que isso não representa um julgamento antecipado, mas uma medida de cautela diante da apuração em curso.
Ao comentar a fala de Lúcio Flávio, o apresentador avaliou que o vereador misturou temas políticos e eleitorais em um debate que, segundo ele, deveria permanecer restrito aos fatos investigados. “O momento exige prudência e respeito às instituições. Questionar uma investigação sem apresentar elementos concretos pode gerar interpretações equivocadas e enfraquecer a confiança no trabalho das autoridades”, concluiu.



