O vice-governador de Sergipe, secretário de Estado da Educação e deputado estadual eleito, Zezinho Sobral (PSB), abriu o jogo sobre sua trajetória política, revelou bastidores de campanhas eleitorais e relembrou momentos decisivos de sua caminhada na vida pública. Os assuntos foram abordados durante entrevista ao programa Inove Notícias, da Cultura FM, com Kleber Alves, desta quinta-feira, 5.
Logo no início da conversa, Zezinho destacou que disputar uma eleição é uma experiência completamente diferente de participar de campanhas nos bastidores. “Só consegue descrever ou sentir uma eleição quem é candidato. A experiência de ser candidato é única. Ao final e ao cabo, a gente se conhece um pouco mais. É um processo também de autoconhecimento”, afirmou.
O político relembrou que iniciou sua trajetória na administração estadual em 2007, durante o primeiro governo de Marcelo Déda. Naquele período, presidiu a Pronese e, posteriormente, assumiu a Secretaria de Estado do Trabalho, onde participou de projetos voltados à qualificação profissional e à geração de oportunidades para os sergipanos. Ao recordar a convivência com o ex-governador, fez questão de destacar suas qualidades intelectuais. “Marcelo Déda era uma pessoa de uma inteligência incomum. Não é fácil encontrar alguém com a capacidade de percepção, a cultura e o raciocínio lógico integrativo que ele tinha. Suas qualidades eram excepcionais”, declarou.
Um dos momentos mais delicados de sua trajetória política foi a impossibilidade de disputar a Prefeitura de Aracaju em 2016. Zezinho revelou que tinha o desejo de concorrer, mas precisou recuar depois que o partido decidiu seguir outra estratégia eleitoral. “Para mim, foi uma tragédia, porque eu nunca tinha disputado uma eleição e queria disputar. Eu já entendia que entrar na política era necessário, mas tive que recuar no processo”, revelou. Apesar da frustração, reconheceu que a decisão trouxe aprendizados sobre a importância dos projetos partidários e das articulações políticas.
A primeira candidatura a deputado estadual aconteceu em 2018, quando conseguiu uma votação expressiva, superando suas próprias expectativas. Posteriormente, em 2022, recebeu o convite para integrar a chapa majoritária ao lado de Fábio Mitidieri, como candidato a vice-governador. “A minha ideia nunca foi o poder em si. O poder é um instrumento, uma ferramenta capaz de realizar ações e me manter na gestão pública”, explicou.
Durante a entrevista, Zezinho também relembrou os bastidores da disputa pelo Governo de Sergipe em 2022, especialmente a intensa mobilização no segundo turno. Ele contou que Fábio Mitidieri enfrentou um desgaste físico extremo durante a campanha, chegando a perder oito quilos e precisando de atendimento hospitalar poucos dias antes da votação. “Foi uma campanha dificílima. Na quinta-feira, ele me encontrou depois de uma reunião e disse que iria passar no hospital porque estava se sentindo estranho. O hospital acabou segurando ele, porque estava descompensado, em função do trabalho extenuante”, relatou.
Outro assunto que ganhou destaque foi o fortalecimento do PSB em Sergipe. Zezinho comemorou o retorno da legenda à representação na Câmara dos Deputados e a conquista de duas cadeiras na Assembleia Legislativa. “O PSB retoma uma cadeira no Congresso e consegue duas cadeiras na Assembleia Legislativa. Isso é muito significativo. O partido estava sem representação e agora volta a ter”, destacou. Ele também demonstrou confiança no crescimento da sigla e na possibilidade de ampliar sua presença política no estado.
Ao falar sobre os próximos desafios, o deputado eleito ressaltou que pretende contribuir para fortalecer o partido e ampliar sua participação nas articulações políticas. “A perspectiva do PSB é lógica, é uma composição forte e importante. É o partido do vice-presidente da República. Acredito que teremos espaço para buscar fortalecer a sigla aqui em Sergipe”, afirmou.



