Vereador dispara contra prefeita após operação atingir órgãos e ex-integrantes da gestão
A operação deflagrada nesta terça-feira, 25, pela Polícia Civil da Bahia e pelo Ministério Público da Bahia, com participação do DEOTAP e do grupo de combate a crimes contra a administração pública do Ministério Público de Sergipe, provocou uma forte reação política em Aracaju. Durante a edição do programa Inove Notícias, da Cultura FM, apresentado por Kleber Alves, o vereador Elber Batalha fez duras críticas à prefeita Emília Corrêa e responsabilizou politicamente a gestora pelas supostas irregularidades investigadas.
Segundo Elber Batalha, a operação alcançou a sede da Emsurb, o apartamento onde estaria morando o ex-presidente do órgão, além da Secretaria Municipal de Planejamento e outros endereços relacionados aos investigados. Para o vereador, chama atenção o fato de dois integrantes da administração terem sido exonerados pouco antes da operação.
“Emília sabia que essas pessoas estavam envolvidas em falcatruas, já sabia que o final não iria ser bom e afastou exatamente os dois que iriam ser investigados”, afirmou Elber durante o programa.
O vereador questionou ainda a justificativa apresentada para as exonerações, relacionadas, segundo ele, à participação dos ex-integrantes em atividades políticas durante o período eleitoral.
Elber Batalha elevou o tom ao questionar quem, de fato, estaria exercendo o comando político da Prefeitura de Aracaju. Na avaliação do vereador, Emília Corrêa teria perdido espaço dentro da própria administração para aliados ligados ao grupo político de Edvan Amorim. “Emília foi eleita prefeita de Aracaju, mas o gestor de Aracaju é Edvan Amorim. É ele que manda nesse grupo todo”, declarou.
O parlamentar também afirmou que a prefeita não teria força política para afastar integrantes ligados ao grupo que, segundo ele, teria influência sobre a gestão municipal.
O ponto mais forte da entrevista ocorreu quando Elber Batalha fez uma distinção entre ser autora de eventuais irregularidades e ter responsabilidade administrativa pela fiscalização dos subordinados. “Eu não estou dizendo que Emília é a idealizadora dessa falcatrua. Não estou dizendo que ela é culpada, mas estou dizendo que ela é responsável porque existe responsabilidade por falta de fiscalização da prefeita”, afirmou.
O vereador citou os conceitos jurídicos de culpa in vigilando e culpa in eligendo para sustentar sua argumentação. Segundo ele, a primeira estaria relacionada à falta de fiscalização dos subordinados, enquanto a segunda estaria ligada à escolha de assessores que eventualmente pratiquem irregularidades.
Elber também voltou a mirar o ex-presidente da Emsurb, Hugo Ésoj, afirmando que já vinha fazendo denúncias e críticas públicas contra a atuação do ex-dirigente. “Eu denuncio o Hugo Ésoj desde fevereiro de 2025. Emília até hoje nada fez para frear a sanha devastadora desse rapaz de fazer contratações irregulares”, afirmou.
O vereador ainda declarou que a operação desta terça-feira seria apenas o início de uma investigação com possíveis novos desdobramentos. “Isso é só um capítulo da novela do sistema da Prefeitura. Vai vir muita coisa por aí ainda”, disse.
Elber Batalha ampliou as críticas para a área da Educação e mencionou o ex-diretor financeiro da pasta, César Dias. Segundo o vereador, a apreensão de equipamentos poderia revelar outras informações relacionadas à administração municipal. “Você vai ter o problema de César Dias ainda na Secretaria de Educação. Ali foi só o estopim”, declarou.




