O ex-prefeito de Aracaju e candidato ao Senado Edvaldo Nogueira (PDT) entrou na disputa de 2026 com um discurso voltado à distribuição de recursos, desenvolvimento dos municípios e defesa de pautas que considera estratégicas para Sergipe e para o Brasil. Em entrevista ao programa Inove Notícias, da Cultura FM, com Kleber Alves, o pedetista apresentou suas principais propostas e fez duras críticas à situação atual de Aracaju.
Edvaldo afirmou que pretende usar a experiência acumulada na administração pública e na presidência da Frente Nacional de Prefeitos para defender uma mudança na distribuição dos recursos entre União, estados e municípios. “Eu quero ser um senador para levar progresso, desenvolvimento e, acima de tudo, recurso para os municípios”, afirmou.
Uma das principais propostas apresentadas pelo candidato é a criação de uma Proposta de Emenda à Constituição para alterar o pacto federativo e ampliar os recursos destinados diretamente às prefeituras. Segundo Edvaldo, cidades pequenas e médias enfrentam dificuldades porque grande parte da arrecadação permanece concentrada em Brasília. “Os municípios brasileiros ficam asfixiados com problemas porque o dinheiro se concentra no governo federal”, declarou.
O candidato também colocou segurança pública, saúde, combate à violência contra a mulher e educação profissionalizante entre as prioridades de um eventual mandato. Ao falar sobre segurança, destacou os índices de Sergipe e defendeu a aprovação de mudanças na legislação nacional. Na saúde, criticou a demora para realização de exames de média e alta complexidade. “Uma ressonância magnética para quem tem câncer muitas vezes leva dois, três, quatro meses para fazer”, afirmou.
Na área de proteção às mulheres, Edvaldo citou a experiência de sua gestão em Aracaju com a Patrulha Maria da Penha e defendeu a ampliação de políticas de enfrentamento à violência doméstica. “Nós precisamos fazer um movimento no Brasil, além do que já tem, para diminuir a violência contra as mulheres”, disse.
O ex-prefeito também falou sobre a reforma tributária e afirmou que pretende atuar para evitar que setores importantes da economia sejam prejudicados durante a fase de regulamentação. Segundo ele, a mudança representa avanço em relação ao modelo anterior, mas ainda apresenta pontos que precisam ser corrigidos. “A reforma tributária foi melhor do que o que nós tínhamos antes, mas ela tem muitos problemas que podem afetar o desenvolvimento e o progresso no futuro”, avaliou.
Ao falar sobre Aracaju, Edvaldo fez uma das críticas mais duras da entrevista. O candidato relembrou o cenário encontrado ao assumir novamente a Prefeitura e afirmou ter colocado as contas municipais em ordem. “Nós pegamos uma cidade com uma dívida de R$ 500 milhões de curto prazo, dois salários atrasados e lixo na rua”, declarou.
Na avaliação de Edvaldo, sua administração deixou recursos e obras estruturantes encaminhadas para a capital, incluindo escolas, drenagem, habitação, mobilidade e a construção de novas vias. Ele criticou o ritmo de execução de algumas dessas obras e afirmou que esperava encontrar uma Aracaju mais avançada atualmente. “Eu queria que a gente estivesse evoluindo, queria que a gente estivesse crescendo e queria que as obras que eu deixei tivessem todas continuado e até já estivessem sendo inauguradas”, afirmou.
Edvaldo encerrou a entrevista reforçando que sua candidatura ao Senado está diretamente ligada à experiência adquirida à frente da Prefeitura de Aracaju e na representação dos municípios brasileiros. “Eu tenho experiência, tenho preparo e tenho ideia sobre esses temas”, declarou, apresentando a candidatura como uma tentativa de levar para Brasília uma agenda voltada ao fortalecimento das cidades, à geração de recursos e ao desenvolvimento de Sergipe.




