Dando sequência à rodada de entrevistas com os candidatos nas eleições de 2026, o programa Inove Notícias, da Cultura FM, com Kleber Alves, recebeu nesta quinta-feira, 20, o Coronel Rocha, candidato ao Senado Federal pelo PL. Durante a conversa, o candidato apresentou um discurso de forte oposição ao governo Lula, defendeu o fortalecimento da direita e colocou a segurança pública como uma das principais bandeiras de sua candidatura.
Logo no início da entrevista, Rocha afirmou que decidiu disputar uma vaga no Senado com o objetivo de promover uma mudança na política nacional. Segundo ele, sua prioridade é contribuir para a eleição de Flávio Bolsonaro à Presidência da República e fortalecer a bancada de direita no Congresso Nacional. “É necessário mudar a política do Brasil. O primeiro e fundamental é tirar Lula do governo, da Presidência. É o atraso”, declarou.
Ao explicar sua motivação política, Coronel Rocha declarou apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e criticou as decisões judiciais envolvendo apoiadores do ex-presidente. O candidato afirmou que considera Bolsonaro um “preso político” e disse defender a liberdade dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. “Eu sou bolsonarista. Meu candidato seria Jair Bolsonaro. Infelizmente, ele é um preso político hoje”, afirmou.
Entre as principais bandeiras apresentadas durante a entrevista, o candidato colocou o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal como uma das prioridades de seu eventual mandato.
Segundo Rocha, o Senado precisa exercer sua prerrogativa constitucional de analisar processos de impeachment de ministros da Suprema Corte. “Temos que promover o impeachment de Alexandre de Moraes, de Gilmar Mendes e de Dias Toffoli”, declarou.
O candidato também criticou decisões do STF relacionadas a processos criminais e afirmou que pretende atuar por mudanças na legislação penal e pela revisão da maioridade penal.
Questionado sobre propostas para a saúde, Rocha reconheceu que a área não é sua principal especialidade, mas afirmou que pretende direcionar emendas parlamentares para investimentos no setor em Sergipe. “A saúde é uma área que eu não domino muito. Minha área é segurança pública. Mas é claro que o Parlamento dispõe de emendas parlamentares e a gente vai concentrar emendas para melhoria da saúde no Estado de Sergipe”, explicou.
Na educação, o candidato defendeu mudanças estruturais e afirmou que melhorias em outras áreas dependem também da qualidade do ensino. “Nenhuma reforma vai ser possível no Brasil, nenhuma melhora vai ser possível se a educação não melhorar”, afirmou.
Com trajetória ligada à área de segurança pública, Coronel Rocha dedicou parte significativa da entrevista ao tema. O candidato defendeu leis mais rígidas para crimes considerados graves, incluindo estupro e feminicídio. “Nós precisamos de leis mais rígidas, temos que punir severamente quem comete feminicídio. É um absurdo o que acontece”, declarou.
Rocha também criticou a atuação do governo federal na área de segurança e afirmou que Sergipe ainda tem desafios relacionados aos índices de violência.
Para o candidato, o fortalecimento das forças de segurança passa também pela valorização dos profissionais. “Precisamos recuperar o poder salarial desses servidores. Isso é um fato”, afirmou, ao defender melhorias para policiais civis e militares, bombeiros, peritos e demais profissionais da segurança pública.
Outro momento de forte repercussão ocorreu quando o candidato foi questionado sobre a possibilidade de classificar organizações criminosas como grupos terroristas.
Rocha afirmou que apoiaria uma medida nesse sentido e defendeu ações para atingir financeiramente as organizações criminosas. “De olho fechado. Qualquer atitude para você diminuir a violência no Brasil é bem-vinda”, declarou.
Segundo ele, o combate ao financiamento das organizações criminosas seria uma das estratégias para enfraquecer sua atuação. “O maior sofrimento que uma célula terrorista dessa pode sofrer é um baque financeiro. Porque sem o dinheiro você não compra droga, você não compra arma”, afirmou.




