O presidente estadual do União Brasil em Sergipe e candidato derrotado ao Senado, André Moura, fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante entrevista ao programa Inove Notícias, da Cultura FM, com por Kleber Alves.
O dirigente acusou o petista de anunciar medidas sociais na reta final da campanha eleitoral e afirmou que o reajuste do Bolsa Família deveria ter ocorrido anualmente, e não às vésperas da votação. “Não podemos admitir que um presidente que tem como seu principal programa de governo o Bolsa Família venha a público dizer que esqueceu, por quatro anos, dos mais carentes, dos mais humildes e dos mais pobres”, afirmou André Moura.
O dirigente ressaltou que considera positivo o aumento do benefício, mas questionou o momento escolhido pelo governo federal para anunciá-lo. Segundo ele, enquanto despesas como energia elétrica, gás de cozinha e cesta básica sofreram aumentos, o Bolsa Família permaneceu sem reajuste durante o período que criticou. “O aumento do Bolsa Família a gente tem que aplaudir, mas deveria ser a cada ano, do mesmo jeito que você reajusta o salário mínimo. Ele deveria ter lembrado, ano a ano, de fazer o reajuste do Bolsa Família”, declarou.
André Moura também defendeu a manutenção e a ampliação do programa em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, argumentando que a transferência de renda deve caminhar junto com oportunidades de emprego e empreendedorismo. Para ele, os beneficiários precisam ter condições de ingressar no mercado de trabalho sem perder imediatamente a proteção social.
O ex-candidato ao Senado ainda acusou o governo Lula de aumentar a carga tributária e criticou medidas anunciadas na reta final da campanha, incluindo iniciativas voltadas aos microempreendedores individuais.
As críticas de André Moura se estenderam à política econômica do governo Lula. O presidente estadual do União Brasil questionou o crescimento da dívida pública e acusou a administração federal de elevar a carga tributária, transferindo parte do peso das despesas governamentais para trabalhadores, pequenos empresários e famílias de menor renda. “Esse governo atual, o que mais fez foi aumentar a carga tributária no nosso país. Não buscou aumentar a arrecadação de outra forma, mas fazendo com que os mais pobres, os mais humildes e a classe trabalhadora pagassem um preço mais caro”, declarou.
Moura também questionou a demora na adoção de medidas destinadas aos microempreendedores individuais (MEIs). Segundo ele, iniciativas voltadas à renegociação ou à isenção de dívidas deveriam ter sido implementadas desde o início do governo, evitando que pequenos empreendedores enfrentassem dificuldades durante o período.
O dirigente sustentou que uma eventual mudança de governo poderia abrir espaço para uma nova condução econômica, com medidas de controle de despesas e redução da pressão tributária. As projeções apresentadas por ele refletem sua avaliação política sobre os rumos que o país poderá tomar.
Ao falar sobre as articulações nacionais, André Moura destacou que os interesses de Sergipe foram considerados antes de anunciar seu apoio a Flávio Bolsonaro. Entre as prioridades mencionadas estão a conclusão das obras da BR-101, a duplicação da BR-235 e a concretização dos investimentos previstos no projeto Sergipe Águas Profundas, da Petrobras. “Uma das preocupações que nós tivemos em Brasília antes de anunciar o apoio ao presidente Flávio Bolsonaro foi justamente a preocupação com Sergipe, com ações, recursos e obras importantes”, explicou.
Moura afirmou esperar que um eventual governo de Flávio Bolsonaro mantenha diálogo com todos os estados brasileiros, incluindo os do Nordeste, e transforme os anúncios de investimentos em obras e ações concretas. O dirigente também destacou a importância de projetos de infraestrutura para a mobilidade, a economia e a geração de empregos no estado.
André Moura ainda reforçou o discurso de renovação política e questionou a capacidade de Lula de apresentar novas propostas após já ter ocupado a Presidência da República por vários anos. Para ele, o eleitor precisa avaliar o histórico da atual gestão e comparar as promessas feitas durante a campanha com as medidas efetivamente adotadas.




