O afastamento do senador Alessandro Vieira (MDB) da chapa governista caiu como uma bomba no cenário político de Sergipe e como presente para o aniversariante do dia, André Moura. O movimento foi tratado como “certeiro” pelo radialista Kleber Alves. A análise foi feita na edição desta segunda-feira, 23, do programa Inove Notícias, da Cultura FM.
Segundo Kleber, o senador teria ultrapassado o limite do embate político ao fazer ataques que, na avaliação do comunicador, atingiram não apenas o ex-deputado André Moura, mas também familiares. “Em meio a seis pré-candidatos ao Senado, Alessandro tentou implodir a chapa. Foi um movimento claro de desestabilização”, disparou Kleber.
Para o radialista, as críticas públicas do senador foram interpretadas como uma tentativa de desmoralizar o anúncio da composição governista liderada pelo governador Fábio Mitidieri (PSD). “Não foi só um ataque político. Foi um desrespeito ao anúncio da chapa e à união do agrupamento”, afirmou.
Kleber também relembrou o histórico eleitoral de Alessandro, destacando que o senador foi eleito em um contexto de alinhamento com o então presidente Jair Bolsonaro e que, atualmente, é visto por antigos aliados como alguém que rompeu compromissos em Brasília.
Outro ponto levantado no programa foi a relação do senador com gestores municipais. Segundo Kleber, ao longo de mais de quatro anos de mandato, prefeitos sergipanos teriam enfrentado dificuldades para conseguir agendas com o parlamentar na capital federal. “É bom alertar aos prefeitos: durante quatro anos, muitos não foram recebidos em Brasília. As emendas parlamentares também foram praticamente invisíveis”, afirmou Kleber.
Foto: reprodução/internet


