O mês dedicado à valorização das mulheres foi marcado por uma forte polêmica em Propriá. O prefeito Luciano de Menininha está no centro de uma onda de críticas após tentar impedir a atuação de uma comerciante pernambucana que percorre o Nordeste vendendo seus produtos para sustentar a família.
Segundo relatos divulgados nas redes sociais, a empresária, que visita cada cidade apenas uma vez por ano, teria enfrentado resistência da gestão municipal para desembarcar com sua estrutura de vendas no município sergipano. A situação ganhou ainda mais repercussão por ocorrer justamente em março, período em que se discutem os direitos e o respeito às mulheres.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, a comerciante fez um emocionado desabafo que rapidamente viralizou. “O que eu planto, eu vou colher, são bênçãos. Que Deus possa tocar o coração desse homem que está sentado na cadeira de prefeito. Eu sou uma mãe de família que está na estrada para levar o sustento da minha família”, afirmou.
A repercussão do caso chegou também ao rádio. Durante o programa Inove Notícias, da Cultura FM, o apresentador Kleber Alves criticou duramente a postura do gestor municipal e demonstrou indignação com o episódio.
Segundo o comunicador, o caso revelaria um comportamento recorrente do prefeito. “Esse é só mais um episódio em que Luciano de Menininha mostra a sua essência. Ele é acostumado a atracar as mulheres, como bem sabe a sua própria irmã, e isso não sou eu quem diz, é a Justiça”, afirmou o apresentador durante o programa.
A controvérsia ganhou novos capítulos após a divulgação de um áudio atribuído ao prefeito, enviado a um seguidor. Na gravação, ele demonstra pouca preocupação com a repercussão do caso. “Minha preocupação com isso é zero. Eu sou prefeito de Propriá e tenho obrigação é de defender o meu povo e o comércio da cidade”, teria dito.
O episódio gerou debates nas redes sociais, dividindo opiniões entre quem defende a proteção ao comércio local e quem vê na atitude do gestor uma tentativa de impedir o trabalho de uma mulher que percorre o Nordeste em busca do sustento da família.
Enquanto a polêmica cresce, moradores e internautas seguem cobrando esclarecimentos da gestão municipal sobre os critérios utilizados para autorizar ou impedir a atividade de comerciantes itinerantes na cidade.
E em pleno mês das mulheres, a pergunta que ecoa nas redes é direta: até que ponto defender o comércio local pode justificar barrar o trabalho de uma mãe que vive da própria luta?



