O gestor da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (Sedemf) de Aracaju, Antônio Luiz dos Santos, o professor Luizinho, acaba de pedir demissão do cargo. A notícia representa um abalo na pasta criada há menos de um ano pela gestão da prefeita Emília Corrêa (PL), e que tem responsabilidade exclusiva pela formulação e execução de políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência em Aracaju.
A Semdef foi criada em abril de 2025, com a sanção da lei municipal que instituiu a pasta, como parte da reestruturação administrativa liderada pela prefeita Emília Corrêa.
Desde então, Luizinho vinha comandando a secretaria com foco em inclusão, acessibilidade, políticas de capacitação, mobilidade e participação social para pessoas com deficiência, buscando garantir que a pauta da inclusão tivesse espaço permanente na gestão municipal.
Nos últimos dias, a Semdef foi alvo de críticas e denúncias na Câmara Municipal de Aracaju. O vereador Fábio Meireles (PDT) apresentou uma denúncia formal apontando supostas irregularidades em contrato firmado pela secretaria para prestação de serviços de consultoria/auditoria, contratada por inexigibilidade de licitação. Segundo o parlamentar, os valores e a natureza dos serviços contratados não seriam compatíveis com a história da pasta, que não existia anteriormente.
A acusação detalha que itens como borracha e papel higiênico foram cotados por valores considerados exorbitantes — por exemplo: “uma borracha por R$ 42,99, um lápis por R$ 104,99 e mil pacotes de papel higiênico de luxo” — para uma secretaria que, segundo o vereador, “nem espaço tinha para armazenar o material”.
Diante da repercussão, a Semdef — e em especial o secretário Luizinho — passaram a responder a questionamentos públicos. Em entrevista à imprensa local, Luizinho admitiu a contratação da empresa, mas afirmou que o pagamento foi suspenso, alegando que algumas falhas foram identificadas e corrigidas internamente pela equipe técnica da secretaria.


