Esta semana, os bastidores políticos da capital pegaram fogo com a votação da reforma da previdência dos servidores públicos da capital. O primeiro texto encaminhado pelo executivo à Câmara Municipal de Aracaju (CMA), provocou uma forte reação por parte da oposição e do movimento sindical que não aceitaram a proposta inicial.
Após repercussão negativa, a prefeita Emília Corrêa (PL) modificou o texto e o encaminhou, novamente, para CMA, que aprovou o Projeto de Lei Complementar (PLC) por unanimidade.
E para falar sobre a votação, o programa Inove Notícias da Cultura FM, que teve apresentação de Rozendo Aragão, conversou com o vereador Camilo Daniel (PT).
De acordo com o parlamentar, o primeiro projeto encaminhado era um verdadeiro desastre. “A proposta do executivo matava a previdência e a ação que o movimento sindical, ao lado de uma câmara independente, teve, trouxe a possibilidade de vitória real e conseguimos manter os direitos dos trabalhadores”, afirmou Camilo.
Para ele, apesar de reforma previdenciária nunca ser algo bom, a situação foi amenizada para os trabalhadores. “O projeto aprovado teve uma redução de danos que ajudou os trabalhadores do município de Aracaju”, ressaltou.
E essa vitória, no entendimento do vereador, é reflexo de um parlamento firme e independente. “A Câmara consegue ter uma papel de independência muito importante e ninguém governa sozinho. Para se ter uma ideia, muitos sindicalistas me falaram que nos últimos dez anos, essa foi a primeira vez que eles foram para a Câmara comemorar”, disse Camilo Daniel.
Derrota eleitoral
No último domingo, milhares de militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) foram às urnas no Processo de Eleições Diretas (PED), que escolheu os novos dirigentes do partido em todos os níveis — municipal, estadual e nacional — incluindo o presidente nacional da legenda.
Na capital, o vereador por Aracaju Camilo Daniel foi eleito para comandar a legenda para os próximos três anos. Segundo ele, o agrupamento de oposição, comandando pelo ministro da Secretaria da Presidência da República, Marcio Macedo, teve uma derrota monstruosa.
“O senador Rogério venceu a eleição com 70% do votos e isso é a resposta para quem achava que o partido estava “morto”. O PT sempre foi protagonista e a militância deu um recado e disse que não quer uma aliança com o governador Fábio Mitidieri”, assegurou Camilo.



