O editorial da edição desta quinta-feira, 18, do programa Inove Notícias, da Cultura FM, com Kleber Alves, trouxe uma análise contundente sobre os desdobramentos do depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, à CPI do Crime Organizado, no Senado Federal. Segundo o comunicador, os fatos levantam indícios de que estaria em curso um movimento orquestrado, em Brasília, contra a possível candidatura de André Moura ao Senado.
Durante o comentário, Kleber Alves destacou que quem acompanhou o depoimento de Garotinho, ocorrido na última terça-feira, pôde perceber uma tentativa reiterada de incriminar o ex-deputado federal André Moura, atualmente secretário de Governo do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Para o radialista, a situação chama atenção especialmente pelo histórico político de André, apontado como o parlamentar que mais destinou recursos ao estado, muitos dos quais ainda estariam em execução.
“Na política, nada acontece por acaso”, afirmou Kleber Alves, ressaltando que a trajetória de André Moura, aliada à sua posição em um cargo estratégico do alto escalão do governo fluminense, acaba gerando incômodos e, segundo ele, até inveja em setores políticos.
Um dos pontos que mais causou perplexidade, conforme destacado no editorial, foi o próprio relato de Garotinho ao mencionar, por pelo menos cinco vezes, que teria feito uma ligação, no dia anterior ao depoimento, para um membro da CPI do Crime Organizado, com o objetivo de alinhar o que seria debatido durante a oitiva. Embora Garotinho não tenha citado diretamente o relator da CPI, senador Alessandro Vieira, Kleber Alves levantou questionamentos sobre o teor e a oportunidade dessa conversa prévia.
O radialista também relembrou que André Moura não integrava o mesmo palanque político de Alessandro Vieira, o que só teria ocorrido por conveniência política, para atender um pedido do governador Fábio Mitidieri, para montar a chapa majoritária.
Para Kleber Alves, os acontecimentos reforçam a tese de que o depoimento de Garotinho pode ter sido previamente preparado ou articulado. “Por que essa conversa antes do depoimento? Por que não depois?”, questionou o apresentador, reforçando novamente a máxima de que, no ambiente político, coincidências raramente são fortuitas.
Kleber também chamou a atenção para o que ocorreu após a sessão da CPI. De acordo com Kleber Alves, passaram a circular disparos pagos em grupos de WhatsApp, já comprovados, contendo recortes do depoimento de Garotinho. O material, segundo ele, teria sido utilizado com o objetivo de associar André Moura a supostas irregularidades, ampliando o alcance das acusações feitas durante a oitiva.
Para o apresentador do Inove Notícias, a sequência dos fatos: o depoimento, as conversas prévias reveladas e a rápida disseminação de conteúdos editados nas redes, reforça a percepção de que há uma articulação política em curso para atingir diretamente a imagem e a viabilidade eleitoral de André Moura no cenário nacional.
Foto: Carlos Moura/Agência Senado




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