O Brasil vive uma emergência humanitária silenciosa dentro dos lares. É o que revela os dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ao mostrar que desde 2015, quando os crimes de feminicídios foram tipificados e mensurados, 13.703 mulheres já foram assassinadas apenas por sua condição de ser mulher. Em 2025, 1.568 mulheres foram assassinadas, uma alta de 4,7% em relação ao ano anterior, chocando todo o país.
Diante dessa barbárie, o secretário de governo do Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado por Sergipe, André Moura, elevou o tom e classificou as estatísticas como um “atestado da completa falência da atual rede de proteção do Estado”. Para o ex-deputado federal sergipano, o debate não pode mais ficar restrito a paliativos e é necessário atacar a impunidade com o rigor máximo da lei.
Medo onde deveria haver amor
Os resultados do Fórum expõem uma ferida aberta: a maioria dos crimes ocorre dentro de casa, cometidos por companheiros ou ex-parceiros. “É um dado estarrecedor. Onde a mulher deveria se sentir mais segura, ela encontra o seu carrasco”, lamenta André Moura.
O pré-candidato destaca também que a proteção atual tem falhado sistematicamente, já que uma em cada dez vítimas possuía medida protetiva vigente. “Não podemos aceitar que o Estado chegue apenas para recolher o corpo. As famílias estão sendo estraçalhadas, crianças ficam órfãs e o medo se torna o companheiro diário de milhares de brasileiras. Isso precisa acabar o mais rápido possível. Chega de tanta impunidade”, enfatiza André.
Bandeira no Senado: Reforma Constitucional e Prisão Perpétua
Com a experiência de quem liderou as maiores votações do país no Congresso na condição de líder do Governo, André Moura anunciou que a prisão perpétua para feminicidas será sua bandeira inegociável no Senado Federal. Atualmente, a Constituição Federal proíbe penas de caráter perpétuo, o que, para ele, garante uma “liberdade antecipada” que afronta a memória das vítimas.
“A punição precisa ser tão definitiva quanto a perda dessas vidas. O caminho é uma legislação que institua a pena de prisão perpétua para feminicidas. O Brasil precisa enfrentar a impunidade e discutir mudanças na Constituição Federal. Quando se quer, nada é impossível. No Senado, vou lutar para que o assassino saiba que, se tirar a vida de uma mulher, ele nunca mais voltará a conviver em sociedade. A vida delas não tem preço, mas a crueldade desses homens terá o custo máximo”, finalizou André Moura.
Raio-X da violência (Dados do Fórum de Segurança Pública):
Recorde: 1.568 vítimas em 2025 (maior número desde 2015).
Interiorização: Pequenas cidades (até 20 mil hab.) têm taxas de mortes 28,5% acima da média nacional.
Vulnerabilidade: 62,6% das vítimas são mulheres negras.
Local do crime: 66,3% das mortes ocorreram na residência da vítima.


