A edição desta quinta-feira, 26, do programa Inove Notícias, da Cultura FM, com Kleber Alves, voltou a incendiar os bastidores da política sergipana após o anúncio do governador Fábio Mitidieri (PSD) sobre a saída do senador Alessandro Vieira (MDB) da chapa governista. O rompimento ocorreu depois de ataques direcionados ao ex-deputado federal, André Moura (União Brasil), então aliado no agrupamento e companheiro de chapa.
De acordo com Kleber, Alessandro, em tom de deboche, declarou que “dormia sossegado” e que não tinha medo de ser acordado pela polícia. “Essa fala, para muitos, soou como uma indireta ao ex-deputado, dando a entender que André Moura poderia ter esse tipo de preocupação”, afirmou.
Ainda quando estava no agrupamento, Alessandro já dava sinais de que não iria cessar os ataques contra André Moura. “Ele chegou a ventilar o nome de André Moura na CPMI do INSS, mas disse que não tinha motivos para chamar o ex-deputado para ser ouvido”, lembrou Kleber.
Coincidentemente, após o rompimento político, surgiu pedido de convocação de André Moura à CPMI do INSS, da qual Alessandro é relator. “Pedido esse que contou com assinatura do próprio senador”, destacou Kleber Alves.
“Quando estava no grupo, dizia que não havia indícios para convocar André. Depois do rompimento, começa um movimento de convocação. O que mudou?”, questionou o radialista.
Nos bastidores, a avaliação é de que, em ano eleitoral, o foco da comissão pode ganhar contornos políticos em Sergipe. “A linha entre investigação e disputa eleitoral está cada vez mais tênue”, pontuou Kleber Alves, indicando que o embate promete novos capítulos.


