Os bastidores da política sergipana voltaram a ferver, e desta vez com direito a troca de farpas, denúncias veladas e um pronunciamento carregado de emoção.
O assunto foi amplamente repercutido na edição desta terça-feira, 10, do programa Inove Notícias, da Cultura FM, com Kleber Alves, que abriu o debate com um recado direto aos ouvintes. “Quem é envolvido com política sabe que essa história não começou agora. Todo mundo sabe que Thannata teve apoio do Capitão Samuel, mas apoio não é tutela. Mandato tem dono, e o dono é o povo”, afirmou Kleber Alves.
Segundo ele, nos bastidores o comentário é de Samuel queria mandar no trabalho da parlamentar. “O que chega pra gente é que o ex-deputado queria ser mais vereador do que a própria vereadora. Só que a caneta com tinta é de Thannata, não é de Samuel”, revelou.
Quem acompanha os corredores do poder já sabia que a relação estava estremecida. A partir do momento em que Samuel percebeu que não conseguiria interferir diretamente no mandato, passou a conceder entrevistas em emissoras da capital e do interior, atacando a parlamentar.
“Apoiar é uma coisa. Querer mandar, é outra completamente diferente. Se ele queria comandar um mandato, deveria ter colocado o nome à disposição do povo de Aracaju”, questionou Kleber.
Diante dos rumores, Thannata da Equoterapia decidiu quebrar o silêncio e fez um pronunciamento forte em suas redes sociais, com pouco mais de dois minutos, é exibido no Inove Notícias, para restabelecer o que ela chama de “a verdade”.
A vereadora revelou que o rompimento não partiu dela e que a decisão final foi tomada ainda no ano passado. Segundo Thannata, durante o processo ela foi retirada da Equoterapia, espaço que sempre fez parte da sua identidade, trajetória e propósito. “Isso não foi uma escolha pessoal. Foi imposto. Teve impacto profissional e emocional. Passei anos da minha vida dentro do meu projeto social”, lamentou a vereadora em suas redes.
Ela também relatou pressão psicológica, silenciamento e tentativas de apagar sua história. “Tentaram atribuir a outra pessoa tudo aquilo que eu construí com esforço, dedicação e verdade. Em alguns momentos pensei até em renunciar ao mandato”, revelou.
Mesmo assim, afirmou que escolheu o silêncio por maturidade, mas não aceita a inversão dos fatos. “Eu não sou traidora, não sou ingrata e não abandonei ninguém”, assegurou a vereadora.
Ao comentar a fala da vereadora, Kleber Alves reforçou que ela foi eleita pelo povo. “E quem é eleito pelo povo, responde ao povo. Nenhum padrinho político manda em mandato”, lembrou.
Nos bastidores, segundo Kleber, chegaram relatos de tentativas de interferência até em votações da Câmara. “O que chega aqui é que houve tentativa de interferir no mandato, inclusive em votações. Ela não aceitou e aí começou o desgaste”, relatou a
O apresentador ainda lembrou que o apoio político foi importante para a vitória, mas isso não pode ser encarado como subserviência. “O apoio existiu, foi importante, mas isso não dá direito a controlar mandato. Se o Capitão Samuel quisesse mandar, que tivesse sido candidato”, concluiu Kleber.



